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20/05/2021
Ana Carolina de Faria Moraes
Alimentação
Educação Nutricional - Alimentação na primeira infância.

Educação Nutricional - Alimentação na primeira infância.

Suprir as necessidades de nutrientes não é a única tarefa da alimentação infantil. Nas fases iniciais do desenvolvimento é pela boca que a criança conhece o mundo.

    

Educação Nutricional - Alimentação na Primeira Infância

Dra. Ana Carolina de Faria Moraes CRN 3- 26367

A primeira infância consiste do nascimento até completar 6 anos. É a janela em que experiências, descobertas e afeto são levados para o resto da vida. É a partir da forma como o desejo da criança pela alimentação é saciado que ela estabelece suas primeiras relações com a vida fora do útero.

Suprir as necessidades de nutrientes não é a única tarefa da alimentação infantil. Nas fases iniciais do desenvolvimento, é pela boca que a criança conhece o mundo. Por meio da alimentação, ela conhece sabores, texturas e sensações, mas também conhece emoções e sentimentos ligados a cada momento de se alimentar. Quando a criança tem fome, é tomada por um forte desconforto. Ao ser alimentada, ela sente não apenas o fim da fome, mas o prazer de encerrar o desconforto que a fome lhe causava.

O modo de alimentar as crianças é decisivo na formação do hábito alimentar, sobretudo, as estratégias que os pais/cuidadores usam para estimular a alimentação. A interação durante a refeição pode ter duas vertentes: positiva e negativa. 

A vertente positiva corresponde à alimentação do tipo responsiva, na qual deve haver atenção e interesse na alimentação da criança. Precisamos estar atentos aos seus sinais internos de fome e saciedade e prestar atenção em como a criança se comunica, alertando suas necessidades com sinais distintos e significativos e a progressão bem-sucedida para a alimentação independente. A vertente negativa, por sua vez, pode ser chamada de alimentação sem resposta, caracterizada por falta de reciprocidade entre o cuidador e a criança, pois a cada momento um dos dois atores envolvidos torna-se dominador na situação alimentar, ou seja, ora o cuidador assume o controle e domina, ora a criança controla a situação; ou o cuidador ignora a criança.

Nesse contexto, temos algumas orientações:

- Alimente a criança pequena diretamente e dê assistência às mais velhas quando elas já comem sozinhas, sem deixar de estimular a autonomia. Ofereça um talher para a criança e administre com outro utensílio. 

- Alimente lenta e pacientemente e encoraje a criança a comer, mas sem forçá-la; se a criança recusar muitos alimentos, experimente diferentes combinações, gostos, texturas e métodos de encorajamento; 

- Minimize distrações durante as refeições; 

- Faça das refeições oportunidades de aprendizado e amor; fale com a criança durante a alimentação e mantenha o contato olho a olho. 

Cabe ao cuidador a responsabilidade de ser sensível aos sinais da criança e aliviar tensões durante a alimentação, além de torná-la prazerosa; enquanto é papel da criança expressar os sinais de fome e saciedade com clareza e ser receptiva ao cuidador.

Mas além de como oferecer, devemos nos preocupar com o que oferecer. A primeira infância reflete sobre o futuro de um indivíduo, ou seja, é essencial que se tenha hábitos alimentares saudáveis desde cedo, pois a alimentação é um fator importante na prevenção de futuras doenças crônicas, como diabetes, dislipidemias e hipertensão. 

Ainda de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma alimentação balanceada durante a infância pode auxiliar na prevenção de outras doenças graves no futuro, como artrite, artrose, câncer e outras doenças autoimunes. O inadequado consumo de nutrientes essenciais pode enfraquecer o sistema imune e prejudicar o desenvolvimento cerebral, intestinal e hormonal. 

Os pais têm poder de influenciar as crianças a se alimentarem bem ao aderirem em conjunto os hábitos alimentares, pois os filhos seguem os exemplos de seus familiares. É importante destacar que, assim como as relações familiares têm interferência afetiva nos hábitos alimentares das crianças, outras instituições também influenciam na relação que a criança estabelece com os alimentos. A cultura, por exemplo, define o cardápio de todos nós, desde os nossos primeiros anos de vida.

Atentar-se para a educação alimentar de seus filhos é garantir que a relação de alimentação e prazer construídas nos primeiros meses, pela relação mãe/pai/cuidador e filho, não perca espaço para a interferência violenta da mídia nos hábitos humanos. Quanto mais frequente for a exposição aos alimentos saudáveis, mais facilmente eles serão aceitos mais tarde.

Uma primeira infância com cuidados, amor, estímulo e interação pavimenta o caminho para que a criança aproveite todo o seu potencial. Nasce um adulto mais saudável e equilibrado, e floresce uma sociedade com os mesmos valores.

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